terça-feira, 26 de janeiro de 2010

GRAUS DE VIOLÊNCIA

Diz que dois caras sentaram num bar numa noite de sexta-feira para beber e aí a conversa pulou na mesa:

- Na minha área, pivete, o bicho pega!

- Não mais que na minha, meu irmão! Lá ninguém fica bebendo até tarde na rua.

- Oxe! Na minha não vá que é barril! Ninguém nem pára pra tomar umas!

- Ah, então é melhor! Na minha área, a galera dorme tudo cedo. Tem toque de recolher.

- Que mole! Na minha os caras nem precisam dizer que tem toque de recolher. Todo mundo já sabe...

É até bom parar por aqui, leitores! Eu escrevendo já não sei onde isso vai parar... Mas do jeito que a coisa anda nas emissoras de televisão, daqui a pouco vem um acadêmico e fala de graus de violência, classificando em grau um, dois, três, quatro ou cinco... (Se é que isso já não existe!).

Um comentário:

  1. Muito pertinente o seu pequeno texto. Para falar de violência, as vezes é necessário ser um pouquinho violento.Só um insensível e insensato para não perceber que a mídia televisiva reproduz apenas o que ela quer e que se os caras continuassem no bar conversando, talvez uma quadrilha chegasse abrindo fogo contra todos matando "culpados e inocentes" como acontece todos os dias nos bairros nobres e plebeus de Salvador.

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