quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CHORANDO O CHORINHO

E foi aquela agonia, aquela festa quando uma das meninas resolveu dar corda para um tal chorinho que ia deixar a noite menos chorosa e mais melodiosa. Fez a propaganda, ensaiou o contato, orquestrou um transporte alternativo para o barzinho e pronto! Acendeu o grupo.

Ossos do ofício, tiveram de frequentar a manhã de mesas redondas e a tarde de sessões de comunicação no enorme campus da Universidade de Campinas. Mas logo viria a noite e, apesar do tempo friozinho, a ansiedade ardia em cada membro do grupo de professoras e a afinação parecia caminhar para um final de noite de bom lazer.

Hora do jantar. A tal regente não aparecera para dar o ar da graça e para fazer o chorinho tocar até altas horas. Foi o primeiro ruído… E olhe que o frio já dava sinais de que aquela era para ser uma noite de dança. Mas, os primeiros passos estavam sendo ensaiados para o caminho de casa. Isso sim. E essa dança não era lá muito boa de ser praticada.

No entanto, em todo grupo que se preze tem aquele que abana o fogo para ver se as chamas reacendem. E foi isso que aconteceu. Procura de lá, liga de cá, e a turma começou foi a tentar outro ritmo. O fato é que a vontade foi se esconder debaixo das cobertas. E não teve santo de casa que afinasse o coral de mulheres.

Ainda hoje, já em Salvador, há quem chore o chorinho não derramado; digo, não entoado. O tom da euforia foi bem desafinado em relação ao tempo e também ao sumiço da maestrina. Mas, como diz o ditado, antes só do que mal encaminhado!

Segunda crônica da prometida obra, fruto da viagem para Campinas-SP, para participar do Congresso de Leitura do Brasil (COLE), em 2009.

2 comentários:

  1. Rapaz, homem de palavra é esse Tico (meio atrasada, é bem verdade... mas o que fazer?!). Disse que ia escrever as crônicas e está escrevendo, mas tem que lembrar logo do épisódio dramático e choroso? Se duvidar foi no mesmo dia que o ônibus nos deixou no meio do caminho... Crônicas... Mas o que esperar de alguém que vai para um congresso de leitura?!

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  2. Agudo demais meu comentário, que grave... ler "episódio" ao invés de "épisódio"... Será influência francesa?... desculpas... Quem sabe Bêda com as leituras e escritas de blog justifique... hehehe

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