sábado, 6 de março de 2010

CABEÇA DE VENTO

Certa vez, me flagrei correndo atrás de uma palavra que havia fugido... Mas não a alcancei. E não foi só ela que me passou a perna. Dezenas delas, justo na hora que mais precisei! Ajeitava meus neurônios para que me trouxessem uma ideia boa, mas eles tinham deixado um recado "fechado para balanço". Tive que aturar a visita constante de esquecimentos. Junto com as palavras, também as ações começaram a procurar arte. Brincando de esconde-esconde... Combinava uma coisa aqui e dez passos depois eu esquecia. Esquecia tanto que procurei um artifício: contar com as notas da agenda do celular para lembrar - hoje não precisamos mais enfeitar os dedos com barbantes (já foi essa época!). E quando comecei a esquecer o que escrever na agenda do celular? Vixe! Aí começaram a me chamar de Cabeça de Vento! E não é que ele - o vento - levava para bem longe palavras, ações, lembranças...? Então... então... xiiii! Então... esqueci! Esqueci como ia terminar a narrativa!

2 comentários:

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  2. Discarado!!!! Ah, esqueça isso depois. Mas tá anotado né.

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