quarta-feira, 14 de abril de 2010

DE COMO ME ENCONTREI COM O RISO

O que significa aquele riso estampado nas faces das meninas do Sitio de Mary? Sim, porque naquela sala-Sítio existe algum mistério... Nem as palavras das meninas ajudam a satisfazer a curiosidade que cutuca cada vez mais. Causos são contados? Soube que sim. Soube que os causos nem são controlados pelo grande relógio, tal como aquele que apressa o coelho da história de Alice. Soube que os causos simplesmente brotam... dos jardins cultivados com muito afinco pela plantadeira de sementes do riso, Mary Arapiraca. Com sua cesta de palavras que atiçam as meninas, cada vez mais, ela encanta e também provoca “coceiras” – não no sentido de incômodo, mas no sentido de alimento para a criatividade – e essas coceiras é que movimentam as palavras, tiram-nas do sofá. Pois não é que essa coceira me alcançou? E olhe que nem sei o que guarda aquela sala-Sítio... O que sei foi o que soube... Soube que ali seriedade e riso andam de mãos dadas como duas crianças brincando. Sim, ser sério não é ser sisudo, manter a “cara fechada”. Ser sério é tratar de coisas que são deixadas de castigo pelo currículo, mas que merecem estar na primeira fila, ou seria melhor dizer na roda? Olha, na verdade, verdade mesmo, nem sei dizer como esse riso está visitando a sala-Sítio... o que sei é que ele está por lá, pulando de colo em colo (das meninas e da grande mestra) porque estou sentindo-o nos olhos brilhantes das contadoras, que se revezam, mas não secam a fonte da alegria. O que sei é que o riso está me contagiando de tal modo que começo a redigir esse texto com muita coceira (parece até que derramaram pó-de-mico). A curiosidade já está comendo pelo centro (e não pelas beiradas)… o desejo de saber o que tem na sala-Sítio já mostra o quanto Meiremília tem muita amizade com os encantamentos... E é (foi) por isso que vou me deixar encantar... Feitiço com riso não deve dar em coisa ruim. O pó de pirlimpimpim vai me transportar para o mundo mágico daquela sala-Sítio. E acho que a coceira só vai se multiplicar. Eita coceirinha boa…

Texto elaborado antes de participar da primeira aula da disciplina O Riso no Currículo, ministrada, às quintas-feiras, pela professora Mary Arapiraca (FACED/UFBA) e assistida pelas suas cúmplices Luciene, Ana Paula e Auxiliadora, orientandas que trataram de me atrair para o "Sítio", mesmo que de passagem...

2 comentários:

  1. Quem conta um conto, faz alguém mais feliz, faz alguém mais sadio, tira alguns psicopatas do futuro, dá um riso no escuro.
    Quem conta um conto, uma história, marca a vida e a memória de um(a) feliz;
    Tece um fio, dá arrepio, dá uma pausa
    estratégica, pra brincar de susto, dentro do suspense.
    Quem conta um conto, aumenta um ponto
    uma hora, uma lembrança, uma memória;
    e desconta o tempo de ir embora
    em cada história de cada ponto.
    Quem conta um conto entra no conto
    e fica pronto(a) pra personangem;
    e narra, descreve, insinua
    aponta, remete,
    "faz e se acontece".

    Joselito da Nair, do Zé, de Ana Lúcia, de Rafael, de Tantas Gentes e de Jesus, O Emanuel

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  2. O riso no curículo que combinação perfeita...
    E a forma como aconteceu, mais ainda.Memórias...
    Massa!!!

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