quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

LENDO AS MÃOS DE EMÍLIA

Caro Lobato, estou de volta! Retorno à tela do computador para mais um bate-papo com o senhor. E é sobre quem? Sobre minha Emília, que tinha se afastado das minhas mãos, mas voltou. Estava já com saudades de suas faceirices (as de Emília, claro!). Reencontrar as mãos dela foi animador!

Ora pois. Ela está com as mãos diferentes! Me surpreendi. Passei a lê-las (as mãos, claro!). Calma, companheiro Lobato. Não virei vidente, quem me dera! Assim resolveria minhas pendências... O fato é que as mãos apontaram para uma Emília ainda mais independente! Uma "bonequinha" ainda mais falante, mais alegre, mais dona de si, mais cativante do que outrora...

Olha, não fosse meu companheiro, acharia que o senhor, caro Lobato, está afeito a acolher a minha Emília como personagem da sua grande obra! Isso não me deixaria nada tranquilo. Ficaria com muito ciúmes. Mas as mãos dela me alcançam... E isto me deixa bastante feliz. Estar com Emília é melhor que desfrutar das páginas deliciosas de um livro virgem, ávido pelas primeiras leituras. Aliás,parecia que estava encontrando-a na minha segunda vida. Tinha ares confiantes. E sua confiança era como um dos melhores aromas que já pude sentir. Estava mudada! Encasquetando menos com as palavras...

Com isso, meu caro, nem preciso ser vidente para saber. Basta acariciar suas mãos (as dela, né?) para que pré-sinta boas vibrações. Dirá o senhor que estou com uma espiritualidade maior, talvez até cafona (não é a melhor palavra, mas foi a que estava em primeiro na fila de espera!). Digo-lhe: a espiritualidade é parte do contágio também de minha Emília. Ela anda mais comedida. Mas não perdeu a sua personalidade que tanto me conquistou. Aquele tempero de decisão, de determinação não lhe falta (a ela, não é Lobato?). Sinto-me seguro quando nossas mãos se encontram.

Olha, caro Lobato, a beleza dela está mais reluzente. E não me ofusca, porque preciso de sua luz para seguir minhas trilhas na vida. Não sabemos o que estar por vir. Não está nas nossas mãos prever em que resultará esse reencontro nosso (com alguns calos que seriam como as pedras no caminho de Drummond... tão necessárias!!!). Sei apenas que ela seguirá para o estrelato (mas que ela não me ouça... vaidade de Emília não se apaga com um simples "delete" ou uma velha borracha!). E não vou dizer o que significa estrelato nesse contexto (tomara que ela não me pergunte, Lobato!). Em vez de explicar minhas palavras e de continuar lendo as mãos de Emília, vou deitar, que já é tarde, caro Lobato! Deito sem a companhia das mãos dela (da minha "bonequinha", ora pois!). Por enquanto...

E obrigado por me escutar mais uma vez... Mando mais notícias...

Um comentário:

  1. Pois sim,
    Que texto divertido! É o pó de pirlimpimpim da escrita, trazendo a porção da Cuca de contrapeso.

    ResponderExcluir