sábado, 24 de dezembro de 2011

VESTIDOS DE EMÍLIA

Calma, Lobato! Não se trata de uma busca por parecer Emília. Não quero estar travestido de Emília. Não é nada disso. Também não estou propondo isso ao Senhor. Sei que sua cabeça é outra e não está acostumado com o que deve julgar como “modernidades”. Isso hoje é muito comum, mas não farei um texto sobre esse assunto.

Tecerei, pois, palavras sobre os vários vestidos da minha Emília. Sim, meu caro. Esse é o tema de hoje. Emília anda trajando vestidos, cada um mais bonito que o outro! Mas não tem nada a ver com os vestidos de sua Emília. Aquela moda já passou. Os de minha Emília são mais sensuais. Vestem como uma luva! Compridos, curtos; de cores ou pretos; decotados ou não… não há porque não admirá-los. E ela está tomando gosto por eles. São sua companhia mais constante, depois de mim, é claro! Talvez fosse o caso de o Senhor dar oportunidade a sua Emília de contratar a minha como sua personal stylist. Ela é boa nisso!

É vestido para jantar. Vestido para trabalhar. Vestido para cinemar. Vestido para viajar. Vestido para confraternizar. Vestido para faxinar. Vestido para comprar. Vestido para fotografar. Vestido para dirigir. Vestida para amar. Vestida para encantar. Vestida para provocar. Vestida para matar!

A coleção de Emília (a minha) vai crescendo a ponto de eu começar a perder a conta. Não sei mais quantos vestidos ela veste e quais são novos ou velhos. Vestida com os vestidos ela atrai admiradores que se investem de coragem para aborrecê-la. Aí ela veste a “Emília furiosa” e salve-se quem puder!

Bom, já estou vestido para dormir. Por isso, não quero digitar mais linhas. Agora, é hora de investir nos carinhos de minha Emília. Até breve, Lobato!

É NATAL!

Sim, é Natal. E o Sr. Consumo aterrisa na sua casa, como o peru na mesa, só que sem nenhum tempero. Ele está mais descarado. Nem se fantasia de Papai Noel! Entra pela porta da frente, e não pela chaminé! Como dono das casas, senta no sofá. Nem pede licença para entrar. Vai admirando as árvores enfeitadas e nem emite mais a frase típica desse período: “Feliz Natal!”. É mais fácil um parente ser barrado ou entrar pela chaminé que o Sr. Consumo. Com certeza, ele já se sentou no seu sofá, entrou na sua cozinha e está perguntando sobre sua ceia. Até o gorrinho do Papai Noel ele já exibe como troféu! Olha aí: está contando pra você de como tomou o gorro do “bom velhinho’’! E por que tive a ideia de escrever isso justamente agora? Ora, e por que as pessoas deixam para dar presentes e fazer “bondades” agora, nessa época de Natal? Jogo com a mesma rabanada! Esse texto faz parte da ceia. Deve ser digerido antes da meia noite! Sim, somente desse modo vocês usarão o tempo de festas para uma coisa útil. Não sou do contra, aponto o que vejo: shoppings lotados de gente; casas com ceias obesas, precisando de uma dieta imediata!; sacolas e mais sacolas de presentes; enfeites natalinos que significam algo que ninguém sabe, mas faz questão de manter! Mas, é Natal! Cabe abraçar o outro, mesmo que tenha sido desafeto declarado. Cabe dar um dinheirinho ao próximo, mesmo que esse próximo tenha insistido tanto durante o ano sem angariar um tostão. Cabe participar de amigos-secretos em que a bendita sinceridade fique apenas na imaginação. Cabe reunir a família, mesmo que a tal família, durante o ano todo, seja você e você mesmo – sozinho em meio a irmãos, pai, mãe, tias, tios, avó, avô, netos, netas etc. Tem que dar presentes, mesmo que sem vontade (para o Sr. Consumo você está sempre com CEM por cento de vontade. Ouse dizer o contrário…). Tem que fazer ceia, mesmo que o peru esteja disfarçado de galinha. Mas, não vou estragar o Natal de vocês, leitores e leitoras. Sigam se “divertindo”. Afinal, É Natal!