quarta-feira, 1 de julho de 2015

DIVERTIDA MENTE!



     No domingo, pude assistir ao filme "Divertida Mente", dirigido por Pete Docter. Uma animação da Pixar. A princípio, não acreditei que fosse tão instigante! A maioria dos filmes tem investido em trailer - na contemporaneidade, a "imagem é tudo", o fragmento diz mais do que a parte! O que importa é vender e ficar bem na foto! Daí, como não tinha outra alternativa de escolha e por não saber nada da história, nem ter assistido ao trailer, resolvi arriscar.
     Não perdi nada. Uma história que diz muito sem ser hermética. Não beira o clichê e educa. Educa os adultos a lidarem com as crianças, educa do ponto de vista psicológico, educa-nos a pensar como temos educado e como temos nos comportado. Não há como sair do cinema, depois de assistir ao filme, e não movimentar o "trem do pensamento".
     Numa sociedade do excesso, como bem escreveu Marc Augè (Não-lugares), das opiniões fabricadas pela mídia, das "fabulações" (conforme nos alertou Milton Santos), do "travestimento discursivo" (termo emprestado de Silvia Duschatzky  e Carlos Skliar, no capítulo do livro Habitantes de Babel); enfim, numa sociedade do selfie, como acreditar que ainda se produzam narrativas cinematográficas que não se preocupem apenas em vender? Pois essa está aí para provocar-nos a pensar em outros modos de nos relacionar, com pitadas de dramaticidade, comicidade e leveza. Está aí para provar que não há dicotomia nas relações humanas. Está aí para anunciar outros modos de dizer, para que nos preocupemos em como estamos nos expressando, uma vez que a construção do texto narrativo do filme é inovador. Pensemos em como as palavras hoje estão "gastas", em como temos nos apegado a enredos sonolentos (vide as novelas!). Então, como dizer de outro modo? O texto fílmico nos apresenta alternativas...
     Nunca pensei que fosse fazer propaganda, mas quem puder, assista ao filme e tire suas próprias conclusões. O que posso afirmar é que uma vez feita a leitura de "Divertida Mente", vocês não sairão do mesmo modo.

sábado, 23 de maio de 2015

O SISTEMA ESTÁ FORA DO AR. FAVOR, TENTE NOVAMENTE MAIS TARDE.

Foi essa a frase que sobrou para você, leitor(a), que clicou em busca de um conto ou crônica... deu erro!

sábado, 24 de dezembro de 2011

VESTIDOS DE EMÍLIA

Calma, Lobato! Não se trata de uma busca por parecer Emília. Não quero estar travestido de Emília. Não é nada disso. Também não estou propondo isso ao Senhor. Sei que sua cabeça é outra e não está acostumado com o que deve julgar como “modernidades”. Isso hoje é muito comum, mas não farei um texto sobre esse assunto.

Tecerei, pois, palavras sobre os vários vestidos da minha Emília. Sim, meu caro. Esse é o tema de hoje. Emília anda trajando vestidos, cada um mais bonito que o outro! Mas não tem nada a ver com os vestidos de sua Emília. Aquela moda já passou. Os de minha Emília são mais sensuais. Vestem como uma luva! Compridos, curtos; de cores ou pretos; decotados ou não… não há porque não admirá-los. E ela está tomando gosto por eles. São sua companhia mais constante, depois de mim, é claro! Talvez fosse o caso de o Senhor dar oportunidade a sua Emília de contratar a minha como sua personal stylist. Ela é boa nisso!

É vestido para jantar. Vestido para trabalhar. Vestido para cinemar. Vestido para viajar. Vestido para confraternizar. Vestido para faxinar. Vestido para comprar. Vestido para fotografar. Vestido para dirigir. Vestida para amar. Vestida para encantar. Vestida para provocar. Vestida para matar!

A coleção de Emília (a minha) vai crescendo a ponto de eu começar a perder a conta. Não sei mais quantos vestidos ela veste e quais são novos ou velhos. Vestida com os vestidos ela atrai admiradores que se investem de coragem para aborrecê-la. Aí ela veste a “Emília furiosa” e salve-se quem puder!

Bom, já estou vestido para dormir. Por isso, não quero digitar mais linhas. Agora, é hora de investir nos carinhos de minha Emília. Até breve, Lobato!